Backlog é uma fila, não uma acusação
A biblioteca de qualquer pessoa que joga há alguns anos tem centenas de títulos, e a maior parte deles nunca foi aberta. O NextWish separa isso em três estados que existem de verdade: na FILA (comprei, quero jogar), EM ANDAMENTO (estou no meio) e no ARQUIVO (terminei, e aqui está a nota).
O estado do meio é o que muda a sensação de usar. Um jogo de sessenta horas fica meses em andamento, e enquanto ele não sai da fila a lista inteira parece uma dívida. Marcado como começado, ele sai da fila de pendências e passa a ser o que é: o que você está jogando agora.
Zerar não apaga: o título vai para o arquivo com a data e a nota, e continua contando para as conquistas e para as recomendações. Rejogar também não é problema: começar de novo escreve uma data nova sem tirar o jogo da coleção.
Trazer a biblioteca da Steam sem digitar nada
Cadastrar trezentos jogos à mão é o motivo pelo qual quase ninguém termina de montar um backlog. Conectando a conta da Steam, o app lê a sua biblioteca e você escolhe o que trazer: não é tudo ou nada, e nada é publicado sem você mandar.
A importação roda em segundo plano, no servidor. Dá para fechar o app: quando terminar, você recebe um aviso. Uma biblioteca grande leva alguns minutos, e o progresso é gravado em lotes, então uma queda de conexão retoma de onde parou em vez de recomeçar.
Depois de conectada, a conta continua útil: de tempos em tempos o app compara as horas jogadas com as da última visita e marca como "jogando" o que se mexeu. Quem parou de jogar um título há mais de uma semana sai dessa lista sozinho, porque jogo largado no meio continua sendo não terminado, mas deixa de ser o que você está jogando.
Um limite honesto: a Steam precisa estar com os detalhes de jogo públicos, senão ela devolve a biblioteca vazia. O app diz isso quando acontece, com o caminho para mudar a configuração, em vez de mostrar uma lista vazia sem explicação.
Preço, lançamento e as duas coisas que o app vigia por você
Jogo na fila com preço tem o desconto vigiado. Quando ele AUMENTA, o app avisa, com o preço na moeda do seu país. Não é um alerta que você configura por título: pôr na fila já é o pedido, e o resto acontece sozinho.
O aviso é do aumento do desconto, e não de "está em promoção": um jogo que passa semanas a 20% não vira notificação todo dia. O que interessa é a mudança, e é ela que dispara.
Lançamento funciona pela mesma lógica. O que ainda não saiu carrega a data, ela é reconferida na fonte com frequência crescente conforme o dia se aproxima, e o aviso sai quando o jogo chega. Anúncio sem data firme, o clássico "lançamento planejado: 2026", é reconferido até a data existir, e se ela for descoberta já vencida o aviso ainda sai.
O catálogo de jogos vem da IGDB, que cobre todas as plataformas, e não só a Steam: exclusivo de console e indie fora da loja aparecem na busca do mesmo jeito. O preço é que depende da loja, então um jogo que não está na Steam entra sem preço em vez de entrar com um preço errado.
Decidir o que jogar junto, sem enquete no grupo
Escolher um jogo para quatro pessoas é o problema social do multijogador, e ele quase sempre acaba numa lista no grupo de mensagens que ninguém lê inteira. No NextWish existe um grupo: cada um indica títulos, todo mundo marca o que quer, e a lista se ordena sozinha pelo número de "quero".
O primeiro colocado é o que o grupo está mais perto de topar, e é ele que ganha destaque na tela, com as caras de quem votou e a porcentagem de combinação com o gosto do grupo inteiro. O voto pode mudar a qualquer momento: não é uma enquete com prazo, é uma fila que se reordena.
Quando a escolha acontece, dá para marcar a data ali mesmo, e o grupo recebe o convite. Depois de jogado, cada um dá a sua nota e escreve o que achou, e o item vira histórico do grupo com a média de todos.
Um jogo que você viu na lista do grupo e quis para você entra na sua fila pessoal pelo cartão dele, sem passar por indicação nenhuma. As duas listas são separadas de propósito: o que o grupo quer jogar junto e o que você quer jogar não são a mesma coisa.