A recomendação parte do que você marcou, não de uma lista editorial
A prateleira de sugestões não é a mesma para todo mundo. Ela é montada a partir do que você está no meio agora, do que você concluiu recentemente e das suas melhores notas de sempre, nessa ordem de peso. O que você está jogando ou assistindo HOJE pesa mais que um cinco estrelas de dois anos atrás, porque a pergunta que a prateleira responde é o que você quer ver agora, e não quem você é em geral.
Além disso há uma pergunta direta: você escolhe os temas que gosta, por universo, e eles guiam a prateleira sem depender de dedução. Quem responde recebe uma prateleira que reflete a resposta; quem pula continua recebendo uma montada só pelo acervo.
O que você já tem some da lista. Parece óbvio e é a falha mais comum do gênero: recomendar de volta o filme que a pessoa avaliou com cinco estrelas é o jeito mais rápido de a sugestão perder credibilidade.
Por que a lista muda todo dia
Uma recomendação montada sempre do mesmo jeito devolve sempre a mesma coisa, e a prateleira deixa de valer a olhada na terceira visita. Aqui a montagem gira por dia em duas dimensões: o ÂNGULO da consulta (o que se parece com o que você gostou, o que quem viu isso também viu, o que está em alta no seu gênero, o que é aclamado) e a PROFUNDIDADE dentro daquele ângulo.
As duas avançam em ritmos que não batem de propósito, então a combinação leva semanas para se repetir. Quem abre a tela hoje e amanhã não vê a mesma seleção, e ela continua sendo do mesmo gosto.
O aparelho ainda lembra o que já te mostrou. O que você nunca viu passa para a frente e o repetido desce, do que sumiu de vista há mais tempo para o de ontem. Nada é escondido: num dia em que o catálogo não trouxer novidade, a prateleira continua cheia, só que começando por outro lugar.
Um limite honesto: a prateleira de recomendação é do plano premium. Quem não assina vê uma sugestão real e o resto desfocado, em vez de um espaço vazio fingindo que não existe.
Em breve: um calendário, e não uma vitrine
Ao lado das sugestões existe a aba do que ainda vai sair. Ela é lida como calendário: da estreia mais próxima para a mais distante, da esquerda para a direita. É a única lista do app que não é ordenada por relevância, porque a pergunta dela é quando, e não se vale a pena.
O que ENTRA nessa lista continua sendo pessoal: o gênero do que você anda vendo e os temas que você declarou decidem quais estreias aparecem. O que a ordem faz é só dizer o que vem primeiro.
Qualquer título dali vai para a sua fila com um toque, levando a data junto, e é a fila que faz o app avisar no dia. Não existe um botão separado de lembrete: estar na fila já é o pedido.
Quando a resposta é de gente, e não de algoritmo
A melhor recomendação continua sendo a de alguém que conhece você. O app trata isso como recurso de primeira classe: dá para indicar um título direto para uma pessoa, com uma nota e um recado, e ela decide se põe na fila ou dispensa. Quando ela CONCLUI o que você indicou, você recebe um aviso.
Para decidir em grupo existe outro caminho: cada um indica, todo mundo marca o que quer, e a lista se ordena pelos votos. O primeiro colocado é o que o grupo está mais perto de topar, e dá para marcar a data ali mesmo.
E existe o caminho passivo: o feed de quem você segue, que mostra o que cada pessoa concluiu, com a nota e o que ela escreveu. É a parte do app que mais se parece com descobrir alguma coisa sem estar procurando.